|
VOANEWS O Memorando de Entendimento para a Paz e Reconciliação para Cabinda, assinado em Agosto de 2006 entre o Governo e o Fórum Cabindês para o Diálogo, liderado por António Bento Bembe, pode chegar ao fim com o início de contactos exploratórios entre o Governo através do actual Presidente da República José Eduardo dos Santos e a Sociedade Civil maioritariamente conduzida por Membros da extinta Associação Cívica de Cabinda Mpalabanda. O fim do acordo de António Bento Bembe e da sua qualidade como interlocutor para a pacificação do Enclave foi imposta pela Sociedade Civil como condição para conversações justas e credíveis em virtude de Ministro sem Pasta no executivo angolano ter perdido a credibilidade e confiança dos Cabindenses. A intenção de se pôr termo ao Memorando de Entendimento parece estar já em marcha na sequência de alguns desentendimentos havidos com a nomeação e a entrada em funcionamento do novo executivo da província de Cabinda, nos termos do Acordo de Namibe, onde dos 29 titulares de cargos nomeados para o Governo local apenas foram indicados, sem a comunicação de qualquer despacho de Governador, 3 Membros do FCD para integrar os cargos de adjuntos na Secretaria de Juventude e Desportos, Comércio, Hotelaria e Turismo e Reinserção Social. Nesta mesma ocasião, os órgãos de Comunicação Social do Estado, nomeadamente a Televisão Pública de Angola, a Rádio Nacional de Angola, o Jornal de Angola e a Agência Angolana de Notícias Angop foram alegadamente proibidas de comunicar nos seus serviços noticiosos a entrevista de António Bento Bembe sobre o Processo de Paz e a nomeação e empossamento do Governo à luz da do Acordo de Namibe. O afastamento de António Bento Bembe no processo de pacificação de Cabinda é consequência da recusa da Sociedade Civil, nomeadamente figuras do Clero Local e da extinta Mpalabanda com os quais o líder do FCD se recusou a avançar para um quadro de Concertação antes de negociar e assinar o Memorando de Entendimento para a Paz e Reconciliação para Cabinda. Entretanto, o processo de pacificação de Cabinda levou já a Paris, à busca de entendimentos e a visão, alguns membros da Sociedade Civil com o objectivo de decidir desencadear o seu exército para a necessidade da realização de um encontro inter-cabindês, onde, de entre outras questões, deverão os participantes decidirem o verdadeiro caminho a seguir para uma Paz duradoura para o Enclave. Círculos Governamentais avançaram existirem naquela organização uma proposta de Autonomia não Especificada para a província de Cabinda, onde se contempla a construção de uma Marginal para a Região, em vez de um Porto de Águas Profundas (?). Para tal é necessário segundo os mesmos círculos, convencer Nzita Tiago e a sua Legião a abdicarem do Confronto Militar, de Posições Radicais como as de uma Auto Determinação. Esta 2ª feira passaremos a entrevista de Agostinho Chicaia à volta da Conferência Inter-Cabindesa a ser realizada nos próximos tempos fora do País. VOANEWS |
|||
| Comentar | Ver comentários | Enviar a um amigo | Imprimir |