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COMUNICADO A FLEC, liderada por Nzita Henriques Tiago, distancia-se de toda a confusão e actos dos clones do regime de ocupação de Angola em Cabinda e informa a comunidade internacional que nunca foi e nunca será intenção de qualquer Cabinda sério infligir o mal a outros povos, grupos ou pessoas isoladas que visitam Cabinda. Por isso, lamenta pelo que aconteceu com a comitiva desportiva do Togo que se viu envolvida inocentemente no meio de um fogo cruzado entre as Forças Revolucionárias de Cabinda e as forças angolanas de ocupação. O Povo de Cabinda e os responsáveis políticos da causa cabindense lamentam este incidente que, reiteramos, não foi dirigido contra a selecção togolesa e muito menos ao Povo irmão do Togo com os quais muito desejaríamos estar em harmonia e colaborar na busca da solução do conflito e do martírio que o nosso Povo está submetido pelo governo do MPLA, que ocupa militarmente Cabinda desde 1974. O Governo de Angola é o único responsável pelo acontecimento, por ter iludido a comunidade internacional sobre a realidade do que se vive em Cabinda expondo sem garantias de segurança os estrangeiros que visitam Cabinda, no caso concreto a selecção togolesa, quando bem sabia que há guerra no território de Cabinda. Esta atitude do governo do MPLA visa atingir dois objectivos, que denunciamos: 1-vilipendiar a causa cabindense, alegando ser um hipotético acto terrorista contra estrangeiros. 2- atrair novos aliados e parceiros nos seus actos de repressão contra o povo Cabinda e na pilhagem dos recursos naturais do território. Deste modo, apresentamos os nossos sentimentos pelo sucedido e exprimimos a nossa solidariedade à selecção togolesa, ao Governo e Povo do Togo na interpelação de Angola para que esclareça o facto E pedimos à comunidade internacional e ao Governo do Togo, cuja selecção foi vítima directa da matreirice do governo de Angola do MPLA, que se apliquem na busca da solução do problema de Cabinda pressionando o Governo de Angola a optar por uma solução pacífica, pela qual os responsáveis políticos e o povo de Cabinda se têm esforçado alcançar, como única via para uma paz justa e duradoira que dignifique a Humanidade. Feito, em Cabinda, ao 09 de Janeiro de 2010 O Presidente da FLEC Nzita Henriques Tiago |
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