PETRÓLEO DO REGIME ANGOLANO COMPRA TUDO ...
Um mandado internacional de captura pesa sobre os indivíduos suspeitos (e, no caso de Cabinda, são todos até prova em contrário) de estarem implicados no ataque à selecção de futebol do Togo, provocando a morte de duas pessoas, informou hoje o embaixador francês em (pois claro!) Angola.

Francis Blondet deu esta informação à imprensa no final de uma audiência que lhe foi concedida pelo primeiro-ministro, António Paulo Kassoma. Luanda consegue assim, sobretudo graças ao petróleo, catalogar o ataque como um acto de terrorismo, pondo não só a França como também os EUA e Portugal a dançar ao seu gosto.

O autocarro em que viajava a selecção do Togo para participar na taça de Nações Can Orange Angola 2010 foi atacado no dia 8 de Janeiro quando entrava em território de Cabinda, via fronteira terrestre com a República do Congo, tendo o ataque sido reivindicado pela FLEC a partir de França, levando o Governo angolano a protestar e manifestar indignação perante as autoridades gaulesas.

Segundo o diplomata, “muitos dos implicados já não se encontram no território francês e pesa sobre eles um mandado internacional de captura emitido pela Interpol”, organização policial que cumpre ordens dos países acocorados perante o regime angolano do MPLA.

“A França imediatamente reagiu condenando o acto e manifestou junto do Governo angolano a disponibilidade de colaborar judicial e policial", referiu o embaixador que, como é óbvio, se está nas tintas para as razões profundas da luta dos cabindas.

Aliás, como Portugal, quando a situação se inverter vamos todos ver os que hoje dizem que Angola se estende de Cabinda ao Cunene mudar de posição, a bem de uma qualquer nação. É típico dos regimes, europeus mas não só, terem uma coluna vertebral amovível que se adapta a todos os interesses.

Tal como em uníssono chamaram terrorista a Yasser Arafat e, tempos depois, o receberam como estadista e com todas as honras devidas a um chefe de Estado.

O embaixador francês diz que é do interesse do seu país contribuir para o desenvolvimento e a estabilidade de Angola, e nunca instigar actos desestabilizadores. A tradução desta afirmação quer dizer que a França, tal como Portugal ou os EUA, está sempre do lado de quem está no poder, sobretudo quando se trata de um país rico.

Paris aguarda, segundo o embaixador, por um relatório de Angola com mais pormenores para permitir tirar melhores ilações sobre o atentado.

Nesta matéria, por iniciativa própria ou por recurso a outras fontes, não há direito ao contraditório. O que Angola disser é o que vale. O facto de o país ser, por exemplo, um dos mais corruptos do mundo... não conta. O facto de o MPLA estar no poder desde 1975... é irrelevante. O facto de o presidente da República não ter sido e eleito e só aceitar eleições quando, e se, muito bem entender é algo se somenos importância.

Publicada por Orlando Castro



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