CABINDA: O PANO DE FUNDO OU A CORTINA DE FUMO


ENTRE A VERDADE E O ESCLARECIMENTO E OS RUÍDOS E TESES OFICIAIS INQUINADAS DO GOVERNO DE ANGOLA PARA CONTINUAR A ALIMENTAR O POLVO E OS TENTÁCULOS DA OCUPAÇÃO DE CABINDA.

ANGOLA E O MPLA DEVEM ASSUMIR PACÍFICA OU COMPULSIVAMENTE O PROCESSO DE EMANCIPAÇÃO POLÍTICA DE CABINDA. A OCUPAÇÃO DE CABINDA É UM FACTO E UM CRIME INTERNACIONAL

NA QUESTÃO DE CABINDA, ANGOLA NÃO TEM RAZÃO, SÓ ESGRIME PRETEXTOS, SUBTERFÚGIOS, INTENÇÕES, PROMESSAS NÃO CREDIVEIS, AMEAÇAS E CHANTAGENS PÚBLICAS E VIRTUALIDADES. NADA NA SUA POLÍTICA PARA CABINDA É SUBSTANTIVO E CONSISTENTE. TUDO É MALÍCIA, VILANIA E MINUDÊNCIAS EXCEPTO A RENDA PETROLÍFERA QUE SE EVAPORA HÁ 35 ANOS. CABINDA É UM CIRCO, UMA AUTÊNTICA TRAPALHADA, UMA MÁFIA POLÍCA-FINANCEIRA ESTATAL E GOVERNAMENTAL MONTADA PELO MPLA E AMIGOS.

A comunidade internacional tem agora a oportunidade soberana de, desta vez e definitivamente fazer pedagogia em relação a Cabinda, o território ocupado por angola e deixar de alimentar e caucionar equívocos ou seja a ocupação de Cabinda. Todas as consequências políticas, as ilações que se impõem devem ser cabalmente retiradas.

A comunidade internacional deve assumir a opção clara e inequívoca pelo pano de fundo ou seja pela verdade oculta sobre Cabinda ao invés de continuar a enterrar a cabeça na areia como faz a avestruz. No caso de Cabinda Angola deve sofrer pressões drásticas sob pena de a situação no território se agravar, quer pela ofensiva e escalada militar no terreno quer pelas perseguições de civis e de dirigentes políticos em curso. Há um retrocesso do processo que começou com a assinatura do falso memorando de entendimento para a paz e reconciliação entre Cabinda e Angola.

Acabar com o pântano de Portugal, do mpla e de Angola em Cabinda releva de uma exigência moral e política superior e da responsabilidade da comunidade internacional, uma vez que a nova constituição angolana do mpla não abre espaço para a solução do problema de Cabinda, muito menos o dos direitos humanos, uma exgência que o mpla desconhece em teoria e na substância.

Angola, Portugal e a Rússia por via do seu legado soviético escondem mas mal conseguem disfarçar a ocupação do protectorado colonial português de Cabinda. Esta é realidade que o terrorismo de estado angolano promove e tenta ocultar naquele território ocupado onde vigora um estado de sítio e de emergência social permanente desde 02 de Novembro de 1974 data da invasão Russo – Luso – Cubano - Angolana de Cabinda, tornada “enclave angolano” e governado pela violência e opressão.

O direito do povo de Cabinda á autodeterminação (liberdade e independência), os compromissos do Tratado de Simulambuco e o imbróglio dos Acordos de Alvor, são o pano de fundo da questão de Cabinda.

A acusação legítima do Togo contra, angola, a Flec/PM, a Confederação Africana de Futebol (CAF), deve evitar falácias e mais equívocos. O processo judicial deve arrastar consigo, por mais que custe e evitarndo fazer a amálgama, o processo político e judicial da ocupação de Cabinda por Angola, relançar o debate sobre o conflito de Cabinda suscitar a sua agenda e discussão internacional, que Portugal, a Rússia e Angola esqueceram deliberadamente durante anos a fio por motivos óbvios que se prendem com os negócios obscuros do petróleo e sempre correlacionados com a habitual relegação, pela comunidade internacional, dos direitos humanos e dos povos para segundo plano.

Três pontos ficam assentes: 1. a credibilidade externa e interna de angola e do mpla no que toca á questão de Cabinda ficou irremediavelmente afectada, melhor atingida de morte com impacto internacional que o ataque protagonizado pela flec/pm à coluna militar das forças angolanas de ocupação de Cabinda que escoltavam a delegação da selecção nacional do Togo na zona de conflito militar. E, tudo o que Angola possa fazer em jeito de retaliação, ou cruzada punitiva, no sentido de contrariar a essa tendência, para salvar as aparências e de um certo modo, o orgulho ferido, não só agrava o conflito como a imagem internacional de Angola que por si não passa de um monte de ilusões.

E se avaliarmos esta imagem á luz dos objectivos das Nações Unidas do Millenium Chalenge e dos indicadores económicos que não a taxa de crescimento económico ou seja a taxa de desemprego, o produto per capita, o risco ou rating da república, o défice das contas públicas e sobretudo a dívida pública de Angola, a retrato é alarmante. Se acrescentar a este quadro os novos indicadores de bem-estar ou Felicidade Interna Bruto, o descalabro é total e os restantes índices de desenvolvimento humano e social de pobreza, desigualdade, e de democraticidade da sociedade angolana, o quadro fica completo e dá razão aos pessimistas.

2.Julgar os militares do Mingas, eventualmente o Mingas, ou a Flec/PM é apenas mais uma curtina de fumo. É tempo p julgar Angola, o regime do mpla e a ocupação de Cabinda. É mais útil e benéfico para Cabinda e até a credibilidade de Angola e da comunidade internacional condenar e acabar com a ocupação de Cabinda. Julgar a resistência e seus dirigentes é julgar o povo de Cabinda que representam legitimamente na sua legítima defesa contra a ocupação e no seu direito á liberdade.

3.A confirmação da inutilidade ou ineficácia memorando de entendimento dito para a paz e a reconciliação entre Cabinda e Angola assinado com o corrupto, refem, “terrorista” e foragido da justiça americana e holandesa António Bento Bembe, hoje reduzido á secretário de estado para os direitos humanos num país sem direitos e sem direito nem autoridade para falar de direitos humanos porquanto inexistentes ou simplesmente sistematicamente violados em Angola mas sobretudo e sem escrúpulos em Cabinda, o cidadão e governante angolano Bento Bembe não tem uma palavra a dizer. com os graves atropelos aos direitos humanos, detenções arbitrárias e as execuções sumárias em curso (pena de morte oficiosa) que Bento Bembe sempre negou.

A pena de morte oficial é inconstitucional segundo a nova Lei Fundamental ou nova Carta Magna aprovada recentemente na Assembleia Nacional Angolana, a qual consagra a ditadura da maioria do mpla que empobrece Cabinda, mata e manda matar com total impunidade internacional.

Em suma o artigo da autoria de Lara Pawson no jornal Britânico o Guardian sob o título de: LETS KEEP CABINDA IN THE SPOTLIGHT, é bastante elucidativo e esclarecedor sobre o estado das coisas em Cabinda e o rumo que as mesmas devem tomar para bem da justiça, da verdade e do rigor.

A actual situação de Cabinda é uma mentira e uma armadilha para o futuro. Finda a festa ou a alienação colectiva angolana da CAN o novo governo de Angola deve empenhar-se na busca de soluções efectivas, credíveis e estruturantes para os grandes desafios de angola e de Cabinda e deixar de se agarrar aos problemas.

Em virtude da ocupação, Angola e o mpla são responsáveis e culpados por tudo que acontece em Cabinda, neste caso e sem qualquer sombra de dúvidas o responsável á todos os títulos da morte acidental de cidadãos Togoleses nas zonas ou matas da guerrilha de Cabinda.



Stephane Barros

Cabinda





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