ANGOLA EM PLANO INCLINADO


A CREDIBILIDADE EXTERNA NA QUESTÃO DE CABINDA E OS DIREITOS HUMANOS E DOS POVOS EM CAUSA.

A UNIÃO AFRICANA CONDENOU A MORTE DOS TOGOLESES MAS ENCORAJOU O DIÁLOGO E A SOLUÇÃO POLÍTICA. MAS, TAL COMO A FLEC PM, ANGOLA TAMBÉM DEVE IR Á TRIBUNAL, MELHOR SERIA AO TRIBUNAL DE HAIA E AO TRIBUNAL PENAL INTERNACIONAL E CADA RÉU PELAS SUAS RAZÕES E ARGUMENTOS.

CABINDA E OS CABINDAS NÃO ACEITAM O FACTO CONSUMADO DA OCUPAÇÃO E A RESISTENCIA (POLÍTICA E CÍVICA E ARMADA ENQUANTO LÉGITIMA DEFESA FAZ TODO SENTIDO. UMA OCUPAÇÃO NÃO SE COMBATE COM PALAVRAS.

Sobre Angola, hoje mas do que nunca, recaiem os olhares mais exigentes das Organizações não governamentais internacionais, a atenção crítica da comunidade internacional e até da Nação Angola e do povo de Cabinda, relativamente ao território de Cabinda.

Bem que Angola tenta dar a ideia de normalidade. Aquela normalidade anormal com que sonegou durante anos as violações dos direitos humanos e dos Povos em Cabinda.

Desvalorizados e gorados como ficaram os múltiplos apelos despropositados ao terrorismo, sem questionar o seu próprio terrorismo de estado, à angolana contra a Flec, a Causa e o povo de Cabinda para ajudar a apagar os vestígios da ocupação, o regime de ocupação de Cabinda, que Portugal deixou (incumprimento do Tratado de Simulambuco, Embuste e Agenda paralela dos Acordos de Alvor (colocar o Mpla a todo o custo no poder) Intervenção da União Soviética, de Cuba de Castro, da Organização da Unidade Africana que rasgou o seu 39ª país à descolonizar que era Cabinda por oposição de Angola que era o 35º, e a atitude dos carcamanos angolanos que gritam o mpla é o povo e o povo é o mpla ou de Cabinda ao Cunene ( a verdade é que angola é de Soyo ao Cunene) sem saber muito bem do falam e o porquê para quem e contra quem o fazem, melhor gritam irracionalmente estes slogans que hoje tudo somado não resistem á inteligência dos angolanos.

A verdade é que em Cabinda a ocupação fez-se pela voz das armas de fogo. A lei do cano e das balas que vigora em Cabinda nunca deu espaço á liberdade individual e colectiva e tenho a certeza que em Angola ainda é assim.

A voz das armas que o Mingas referiu é a única que ainda faz falar da verdade de Cabinda ocupada. Acresce que esta voz das balas a que o mpla e Angola nos obrigou e obriga por não saber dialogar e reconhecer a justiça elementar que subjaz ás reivindicações políticas dos Cabindas, a insensibilidade política, a falta de solidariedade para Cabinda, e a sanha militarista ao que se traduziu no lançamento da operação vassoura depois da morte de Savimbi e rendição da Unita, por via do General Wala ( que pelos vistos não fez história em Cabinda.

A voz das balas é a arma dos cerca de 50 mil militares que ocupam Cabinda, incomodam Cabinda e ajudam a atar os braços e as mãos dos Cabindas para permitir o saque organizado e criminoso da quadrilha política que anexou Cabinda sempre pela voz das armas ( os assassinos e a soldadesca das fapla e das Faa centralmente comandados por David Moisés (Ndozi), Onambwé, Ludi Kissassuna, Vieira, Max Merengue, Orlog, Venâncio, Foguetão, Morales, Paka, Muhomgo, Mário Inglês, Estêvão Helena, e outros novatos como Luís Mendes, Wala, Jack Raul,….todos esses cães de guerra, uns piores que outros, ás ordens dos presidentes Agostinho Neto e Eduardo dos Santos mataram 300 mil Cabindas e isso não foi com o diálogo mas com a voz das armas. Resumindo Angola está em paz desde 2002 com o memorando de entendimento de Luena. E, Cabinda, por ironia do destino, por não ser Angola ainda não está em paz nem livre

Eduardo dos Santos prometeu conversar com os Cabindas e cito : Vamos conversar … Resultado.Não conversou nem conversa. Despachou para Cabinda a e para os Congos a comitiva militar para a nova campanha bélica para a solução final. Não é capaz de sentido de estado, e de falar com a Flec de Nzita Tiago e a sua direcção política da qual o Mingas fez parte até ao cerca de um ano. Aliás Angola fugiu a União dos Cabindas na holanda em 2004 . Angola procurava um interlocutor válido para discutir o problema de Cabinda. Bluff. Dois anos depois fabricou o seu interlocutor, conveniente, melhor o seu monstro e sinistro “réfem e terrorista”Bento Bembe, o mandate e/ou assassino de Celestino Mombo Nvula, para lhe quebrar o galho de Cabinda e daí o memorando de desentendimento para paz podre e a dita reconciliação falhada entre Cabinda e Angola. Bento Bembe o Ministro que já não tinha Pasta no governo anterior, hoje por milagre e para o safar Eduardo dos Santos lá conseguiu arranjar-lhe uma e logo a dos direitos humanos sistematicamente violados em Angola e em Cabinda e que novo secretário sempre negou, ou não fosse ele um violador dos direitos Humanos enquanto autor da morte do professor Mvula. E espancamento de padres católicos da missão de Zenze do Lucula. Angola e o mpla não sabem nem são capazes de dialogar e reconhecer o fundo da questão de Cabinda que lida com mãos de ferro e ideologia política de aço ou seja anti - democrática. Com os olhos postos no petróleo de Cabinda, para olear a diplomacia com a arma do petróleo ao lado da arma do fogo e da catana.

A foice e a enxada ficaram na lúgubre e macabra bandeira, se não serviram para cortar umas tantas cabeças dos inimigos da pátria ou seja aqueles que pensam diferente ou seja que tem projectos alternativos para o Angola e Cabinda. O povo de Cabinda e a Flec dispensa as vossas lições de uso da palavra. Em Cabinda o mpla tem um arsenal militar impressionante para fazer cantar e não para encher prateleiras o pabrir um museu militar. Poupem nos de vossas lições ….porque o mpla que defendem não tem pudor nem escrúpulos e muito menos autoridade moral para impedir que a Flec e o povo de Cabinda, na qualidade de agredidos de faze uso da voz das armas. Repito uma ocupação não se combate só com verborreia.

Para o mpla e Eduardo dos Santos e/ ou aliados, todos eles amigos do alheio, como certamente para muitos angolanos ignorantes, sobretudo os intelectuais avençados do mpla que se fazem de ignorantes e curiosamente para Portugal parte tratado, o tratado de Simulambuco não existiu, melhor desapareceu, até da torre do Tombo. Falando á sério simplesmente rasgaram- no, tal como a nossa inútil União Africana, ontem Organização da Unidade Africana que de democrático e exigente tem muito pouco.

Hoje em Cabinda, as únicas armas que o mpla conhece, não fossem eles bons comunistas antiguados ou seja démodés ou seja Marxistas - Leninistas da esquerda caquética e do internacional socialista travestidos em Néo -liberais e capitalistas selvagens são as armas de fogo ou seja a voz das armas que o Mingas refere e muito bem, porque só elas fazem ainda sentido uma vez que o diálogo sério, credível e internacional, para solucionar de vez o problema de Cabinda está nas calendas gregas do futungo de belas e não consta do vocabulário político do mpla. Enquanto não houver espaço para as liberdades efectivas e garantidas ( referendo auto - determinação e indenpendência) em Cabinda.

O que é que o mpla fez dos activistas cívicos da mpalabanda que não usam armas de fogo. Aqueles que só usam a palavra, no discurso e na escrita estão e apodrecem nas cadeias de Cabinda.

A Flec apreendeu do mpla, de Portugal mplista e da China a liberdade está no cano das armas. Até prova em contrário por parte do mpla, a Flec deve fazer a sua legítima defesa e combater a ocupação do povo de Cabinda por Angola pelas armas. A menos que a comunidade internacional faça o mea culpa por tanta indulgência, passividade e impunidade a favor do mpla e do regime podre do mpla que vende e aliena Angola e esmaga militarmente Cabinda.

Tal como a ocupação, a resistência não é poesia, ou passeatas como a fraudes eleitorais e os factos consumados (caso de Cabinda) que fazem a delícia da Africa e da comunidade internacional.Desde os 02 de Novembro de 1974, data da invasão Angolo-Luso-Russo-Cubano que o exército angolano de ocupação de Cabinda de cerca de 40 ou mais mil homens, faz, não apenas a apologia da voz das armas mas pior o uso indevido, criminosa e sistemático delas para espalhar o terror e a morte em Cabinda.Tenham juízo e sejam sérios ou pelo menos aprendam a vossa história recente e a ouvir os outros ( o Povo de Cabinda) para se capacitarem de fazer juízos sensatos e tomar decisões relevantes e estruturam. É assim que o bananal de angola, o circo de Cabinda e o floklore do mpla dará lugar à exigência intelectual e política.

Stephane Barros.
Activista



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