ANGOLA



ANGOLA, O CONSELHO DOS DIREITOS HUMANOS ( E DOS POVOS) DA ONU E A DIPLOMACIA DO PETRÓLEO DE CABINDA. Há fortes indícios de graves violações dos direitos Humanos em Angola E dos povos em Cabinda

Angola e a comunidade internacional convivem com um crime de ocupação do território de Cabinda

Há tortura em Cabinda.

Uma acção internacional se impõe

O Presidente e Chefe de estado angolano José Eduardo dos Santos, declarou solenemente na sua última comunicação relativa ao acto de empossamento do seu novo governo que a paz chegou a Angola em 2002, certamente ele aludia á paz dos bravos de Luena.

Mais uma vez, conforme nós os Cabindas temos assumido convictamente, que Cabinda nunca foi, não é não será Angola, ao contrário de Portugal que rasgou o Tratado de Simulambuco e do mpla que em 1974 elaborou um documento dito secreto, como todas as aldrabices e trapalhadas político – jurídico e in (constitucionais) que emaram dos malditos acordos de alvor, e dos discursos e teses oficiais de angola sobre Cabinda, documento esse que faz a delícia do Cabindamonde, e dos amantes da verdade, intitulado:

DECLARAÇÃO DE CONFERÊNCIA INTER-REGIONAL DE MILITANTES DO MPLA SOBRE O DISTRITO ANGOLANO DE CABINDA, DE 1974 e que vai no sentido de ocultar a verdade sobre Cabinda e desrespeitar a vontade e o desejo dos Cabindas de serem eles próprios, Eduardo dos Santos assumiu que a paz em Cabinda não chegou em 2002, pois Angola teve que inventar o memorando de entendimento para a paz e a reconciliação para Cabinda, com Bento Bembe e mesmo assim, esses acordos coxos e vazios não evitaram o ressurgimento, re-emergência e a actualidade do problema de Cabinda na cena internacional.

A verdade é como as escadas, por elas, chega devagar ao passo que a mentira chega depressa como o elevador aos prédios. A mentira dos acordos de Alvor e do slogan de Cabinda ao Cunene, está cada vez mais a nu. É o que demonstra a declaração do Presidente angolano e o documento acima mencionado que pode ser lido, consultado e recuperado do site Cabindamonde.

Em consequência a condenação de Angola na reunião do conselho dos direitos humanos da Onu em Genebra por fortes e preocupantes indícios de violações dos direitos humanos, apesar de alguns progressos registados na matéria, foi a obra de países como a Suécia e outros que não são atingidos pela diplomacia do petróleo de Cabinda, que faz com que certos países, hesitem em constatar e condenar o óbvio:

Angola não respeita os direitos humanos e dos povos. O caso das detenções arbitrárias e de execuções sumárias e de tortura em Cabinda, para não falar da ocupação de um território de Cabinda, listado pela Organização da unidade Africana o antepassado da União Africana, como o 39º território colonial não-autónomo Português, melhor o protectorado colonial Português (à luz do Tratado de Simulambuco e não só ou seja também em virtude da vontade e do direito ainda actual dos Cabindas de se pronunciarem sobre o seu futuro político, esmagado por Angola e o mpla) por descolonizar.

A diplomacia do petróleo que tem custos políticos e económicos brutais para Cabinda e Angola e benefícios concentrados na elite política e militar de Angola, a voz do arsenal bélico e sofisticado de Angola, armas de fogo e a lei da rolhae da chantagem diplomática, que patrocinam a ocupação de Cabinda, não convencem certos países sérios como a Suécia, seriamente comprometidos com os direitos humanos e dos povos.

É essa a razão e consciência pela qual a Suécia para só citar esse país exemplar, canalizou muita ajuda e apoio para Angola sua luta pela liberdade e independência. Como é que países isentos e sérios como a Suécia podem compreender a ocupação de Cabinda e os graves atropelos aos direitos humanos que ocorrem e a sonegação direitos dos povos em causa em Cabinda, do tratado de Simulambuco ou pelo menos a recusa sistemática de Angola de reconhecer o direito democrático, numa Angola democrática de os Cabindas se pronunciarem em referendo sobre se querem pertencer a Angola ou conquistar a sua liberdade plena, total e definitva.

Uma derradeira nota para concluir, quem acredita na seriedade da nomeação e do exercício, do pelouro dos Direitos Humanos em Angola por António Bento Bembe, um wanted da Justiça federal Americana, assassínio do Professor Celestino Mvula ( ainda não desmentiu essa acusação recorrente), homem que traiu os ideais da luta pela liberdade do seu povo ocupado e martirizado por um prato de lentilhas e que persegue e promove a violação dos direitos humanos em Cabinda, perseguiu os activistas dos direitos humanos da Mpalabamda a única Associação Cívica de Cabinda com credibilidade internacional.

Bento bembe terá coragem de denunciar e condenar as violações dos Direitos humanos que o seu próprio governo comete? Como pode ser ele juiz e parte?Teria sido interessante ver esse secretário de estado de Angola para os direitos humanos, acompanhar a delegação angolano que seguiu para uma missão impossível na reunião do conselho das nações unidas para dos direitos humanos em Genebra. Teria sido tragi-cómico.

O governo de Angola teve que enviar o George Chicoty, o amigo que o safou na fuga de Holanda para Luanda e depois para Ponta negra onde começou a com o kopelipa e o ex-ministro da administração interna, hoje líder da bancada parlamentar do mpla, a encenação da saga do fracassado memorando de entendimento, sempre em Chicamba, no local do crime, onde em 1974, tivera lugar a declaração precitada que visava desvirtuar os méritos do Tratado de Simulambuco que não deixa dormir descansados muitos digníssimos senhores do regime do mpla e de Portugal, e sempre em Chicamba António Bento Bembe, Kopelipa e Virgílio não só reeditaram o proeza ( façanha) como fizeram pior, o impossível dissolver a Frente de libertação do Estado de Cabinda. Como é possível tanta maldade, ingenuidade e irresponsabilidade política.

De facto esse acto é uma obra de que só o mpla é capaz. Dissolver um movimento de que não foram fundadores e que na sua génese e no seu programa político, em 1963 foi mais estruturado e consistente que o mpla. Daí se percebe a incapacidade do Angola e o mpla de negociar a liberdade e a independência de Cabinda com a Flec.

Assim sendo o futura continua incerto e bem armadilhado em Cabinda, onde 35 anos depois da ocupação, o petróleo de Cabinda só deu para construir um estádio de futebol de 20.000 pessoas, ( em Angola os estádis tem capacidade de igual ou mais de 40.000 pessoas) dito estado internacional de Chiazi, melhor estádio da ocupação internacional, esse elefante branco que o povo não encomendou. Entretanto,o Porto de Cabinda, o Campus universitário moderno, o emprego qualificado e até o não qualificado ,o aeroporto, novos hospitais modernos, e o investimento reprodutivo, ficam para quando o regime desaparecer….quando Cabinda for independente..está para breve.


Stephane Barros.
Activista politico.




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