SINAIS DE FOGO


SINAIS INEQUÍVOCOS DE FOGO E MANIPULAÇÃO NO JOGO ESCONDIDO NA (IN) OPORTUNIDADE DE NEGOCIAÇÕES SECRETAS ENTRE ANGOLA E PARTE DA FLEC NUM PANO DE FUNDO DE GRAVE REPRESSÃO E OPRESSÃO EM CABINDA.

HÁVERÁ ESPAÇO NESTAS NEGOCIAÇÕES SECRETAS PARA ALIAR OPORTUNISMO, EFICÁCIA E OPORTUNIDADE?

O SILÊNCIO CÚMPLICE E DE EQUÍVOCOS OU O ESCLARECIMENTO PÚBLICO, INTERNACIONAL, INSTITUCIONAL E LIBERTADOR? A OPÇÃO É CLARA. DE AMBAS AS PARTES EXIGE-SE PRINCÍPIOS E VALORES.

A LEI DA ROLHA E SIGILO (TOTAL) OU TRANSPARÊNCIA (TOTAL) NO PROCESSO ANGOLANO DE CABINDA?

O clima generalizado de graves e sistemáticas violações dos direitos humanos e de detenções e julgamentos sumários ilegais e ainda de mortes de anónimos e perseguições em massa em Cabinda, nos Congos e não só de dirigentes cívicos e políticos cabindas, potenciado pelo silêncio tumular da comunidade internacional no que a ocupação angolana de cabinda se refere, levanta fortes e legítimas suspeições popular e política quanto a eficácia deste novo processo que, iniciado pelo serviços secretos angolanos e não assumido oficialmente angola e que curiosamente só e apenas a Flec Fac e ou a Flec estado vem assumir tardia e apressadamente, sempre pela ibinda.com, depois de ter, quando menos se esperava, oferecido unilateralmente um cessar –fogo na sequência do ataque protagonizada pela Flec pm . A parte angola não vem a terreiro assumir o que quer que seja. A Flec desde já ficou exposta e muito mal no retrato.

A Flec fac e/ ou flec estado assumem publica e unilateralmente, apesar de ainda não ser institucional e oficialmente a existência de negociações directas com angola, quando se sabe de fontes seguras que houve e há de facto contactos oficiosos e protocolos avançadas e acertados com sectores da flec enclave de Nzita Mbemba Antoine que acabam por ter o beneplácito de sectores da flec estado, melhor da ex-Flec Fac, a avaliar pela carta publicada (sem autorização e repito sem autorização do Presidente Nzita) e em primeira mão e não por acaso, no site ibinda.com, que vem supostamente pôr agua na fervura ou talvez confundir mais sobre a paternidade da iniciativa ou do novo processo que garantidamente foi angolana e pelas razões óbvias que se prendem com pressões externas para fazer evoluir o processo de Cabinda face aos recentes acontecimentos que durante a CAN desacreditaram o estado angolano no que ao conflito de Cabinda diz respeito. O Presidente Nzita acaba de assumir ou pelo menos aceitar ímplicitamente que está a negociar com Angola e dar crédito à referida informação publicada quer no ibinda.com quer no angola24horas e no Cabindamonde, e que curiosamente não surge no (dito) site oficial da flec fac vs estado ( AgenciaCabindapress .com).

Estamos perante uma factualidade objectiva mas polémica e contraditória quer a nível político quer institucional interno cujos desenvolvimento sempre secretos á boa maneira do memorando de entendimento, essa mão cheia de nada que, com este processo acaba de sofrer um golpe duro, o golpe de misericórdia ou fatal. O memorando de entendimento acaba de ser linchado e não há volta a dar nisso. Ele que já nascera morto não deixa muitas saudades. Só o Bento Bembe é que acredita nele.

Mesmo assim sabendo-se que a flec, tradicional, tendencialmente corre sempre e mal atrás da agenda angolana vai ser interessante e penoso seguir os próximos desenvolvimentos. Viremos assistir a um casamento forçado pelo mpla e o governo de Angola entre os dois memorandos, equiparados, reconciliados, nivelados por baixo, sobrepostos ou ainda talvez justapostos uma vez mais á custa do interesse público e do povo de Cabinda e em benefício de interesses privados internos e externos ou de que nova estratégia internacional de continuação da ocupação ou de “emancipação” política para de Cabinda do género do estatuto especial de bento Bembe.

Quatro coisas ficam patentes, a primeira, os negociadores e subscritores destes documentos secretos carecem de legitimidade política e institucional, A flec no seu todo e o povo de Cabinda foram apanhados de surpresa, a segunda, não é líquido que com todos os abalos oportunístas e anti - patrióticos que vem sofrendo, a união celebrada na Holanda reencontre e que restou dela depois da facada de Bento Bembe já não voltará a ser a mesma, mais uma vez a clássica lei de dividir para reinar, e finalmente, após todas as lições, a esperança na altura suscitada até porque o mpla e o governo de angola, os mesmos que puxam pelos cordelinhos ou seja qui tirem sur toutes les ficelles et qui sont au four et au moulin do actual processo (e não a carta do Presidente Nzita nem de longe nem de perto, porque, no passado, para o Futungo seguiram muitas cartas que ficaram engavetadas para sempre, uma negociação política não se resume numa carta) foram os mesmos que dinamitaram a união e o interlocutor válido por que angola clamava junto da comunidade internacional, esse argumento que caiu por terra e de cuja ausência Angola de invocar como pretexto para ainda não resolver o problema ( conflito e , a guerra, e colonização ) que criou em Cabinda.

Será interessante saber quem será efectiva, institucional e pessoalmente o novo interlocutor sempre conveniente e de angola e distante da sociedade civil, do povo, da Flec-estado e das normas e mecanismos legais que regulam e regem as soluções de conflitos de ocupação, nessa nova odisseia política da Flec Fac/Enclave e estado?

Se efectivamente o Presidente Nzita, pessoalmente, ou por imposição da sua velha guarda, começa a assumir as despesas e os custos políticos (sem preocupação maior do papel do seu irriquieto, aventureiro, polémico e intratável filho, velho colaborador do regime e do presidente angolano José Eduardo dos Santos, que o recebera em Luanda e no Futungo, para onde se deslocara várias vezes nos últimos 8 meses, ele, o Antoine Nzita que pelos vistos “ e estrategicamente colocou, primeiro, o seu presidente formal e institucional da Flec enclave, Abdengo Mabiala, na retaguarda e na sombra, nos Estados unidos da América e segundo e agora o pai (o Velho Lobo) a frente dos seus destinos e objectivos políticos quiçá os de Cabinda, …do seu povo, e do seu território, para “elevar ou queimar” definitivamente o seu progenitor, nas suas manobras políticas e fixação pessoal de suceder a todo o custo e mesmo contra a vontade do povo de Cabinda) do “new deal” “/ “nouvel agreement” com angola, a pátria solidária dos povos “oprimidos”.Uma coisa é certa conhecendo e reconhecendo bem, por um lado, as partes ou os (“parceiros”) secretas envolvidas, e por outro, a complexidade da questão e da solução para o caso de Cabinda, é de prever que cada uma delas dará uma no cravo e outra na ferradura igual á política de meias - tintas ou do nim. (Sim somado ao não e vice-versa). Para Cabinda exige – se verdade e esclarecimento, para bem e dignidade política das partes envolvidas, designadamente da Causa justa do povo sofredor de Cabinda.

Outro dado formal e politicamente com mais relevância e interesse. Não sei se se recordam que, o mpla, JES, o Gen. Kopelipa, o ex- ministro Virgílio Pereira e como não podia deixar de ser o incontornável e polémico Bento Bembe, quando e na euforia da assinatura do acordo de Chicamba se arrogaram ao direito de (usurpação) dissolver a Flec ( suponho todas elas a começar pela Flec- renovada, a Flec Renova, a plataforma e até a Patriótica ou Frente patriótica). Só já não foi a tempo de dissolver a Flec estado. Estará agora empenhada a dissolvê-la e promover a Flec-Fac? Tudo indica que sim. E qual a sorte do Forum Cabindês para o Diálogo, este outsider do panorama político, legal e constitucional de Angola e que faz as delícias de Bento Bembe e sua entourage?

É legítimo e caso para se interrogar com qual Flec estará a negociar oficiosa e secretamente? Estaremos em presença de uma nova criação inconstitucional ao sabor e à vontade do freguês, Angola e S.E. Presidente JES? Vamos assistir a uma reabilitação espectacular da Flec dissolvida abusivamente em Chicamba? Os próximos episódios serão reveladores e esclarecedores. Uma coisa é certa uma flec podre, desorganizada e sobretudo corrupta e sempre equivocada e escondida no silêncio e de braços atados nunca há de resolver bem, com firmeza e á sério o problema de Cabinda e não terá a confiança total do povo de Cabinda nem o apoio da comunidade internacional de respeito. Será sempre presa fácil dos inimigos já identificados de Cabinda que vão sempre gravitar em tornos dos elos fracos da Flec ou seja dos dirigentes desalmados e desarmados espiritual, ideológica e moralmente.

A experiência e o registo (o track record) das negociações sobre Cabinda na perspectiva e no modelo já gasto ou esgotado do governo angolano, marcado pela dupla ausência cúmplice senão criminosa de boa vontade política efectiva do mpla e da comunidade internacional, inspiram e legitimam razões honradas de desconfiar sempre, dúvidas quanto á integridade e isenção do processo e receios fundados sobre o papel e o impacto do desequilíbrio da relação de forças entre a parte de Cabinda e do governo e regime de ocupação angolano.

É fundamental e incontornável a intervenção da Comunidade internacional (Portugal, Estados Unidos, Rússia França, África do Sul e os Congos) para haver clareza e credibilidade e eficácia política…as Nações Unidas) neste processo que já começou mal (faux départ), longe dos guerrilheiros e que não passou por nenhum orgão superior de decisão colectiva da Flec estado, talvez, da Flec enclave do “presidente” Abdengo Mabiala e de Antoine Mbemba Nzita e da velha guarda da Flec Fac estabelecida em Kinshasa que colocaram o Presidente Nzita a dar o peito às balas ou seja a responder por um processo que mal conhece e domina, sobretudo por não estar em condições nem físicas nem psicológicas para o fazer. Antoine continua a centrar as operações, as suspeitas, e todos os equívocos de uma flec em estado avançado de putrefacção e de ingenuidade aflitiva, manipulable á souhait e ao bel prazer dos serviços secretos angolanos. Felizmente que temos e teremos sempre muitas flecs e um Grande Povo para bem e sobrevivência da Causa.

É ou não é desta que vamos direitinho para uma verdadeira Confederação Angolo - Cabindesa? Será que a(s) Flec(s) e a sociedade civil já poderão exercer livre e democraticamente as suas actividades em Cabinda? Ou haverá filhos e enteados que podem continuar na guerrilha? Teremos resposta a todas estas interrogações? Porque Diabo a proposta angolana não foi publicitada? Porque diabo Angola só se move na escuridão? Deve e teme algo? A “imprensa especializada” em Cabinda apenas publicitou a carta do Presidente Nzita e não as propostas do governos de Angola, protegendo assim a verdadeira face e de Angola e seus “amigos “ da Flec ( melhor fazendo o jogo de Angola? E, porque Angola ainda não assume públicamente as negociações ou negociatas secretas? A corda parte –se sempre do lado mais fraco. Seremos nós Flec tão fracos assim, não, não, recuso-me a aceitar essa constatação ,ainda que reconheça que há brechas inacreditáveis na Flec. Mais uma vez a solução do caso de Cabinda se encontra em plano inclinado.

Essa carta nunca deveria ter sido publicada ainda por cima sem autorização do Presidente Nzita e sei do que falo. Esta carta, será que, vem sossegar os ânimos ao tentar meter agua na fervura? Tenho sérias dúvidas porque ela vem atiçar o interesse sobre o assunto e o secretismo que rodeia a já lendária atitude, posição e proposta angolanas sobre Cabinda a galinha alheia dos ovos de ouro? A posição da Flec fica enfraquecida pois publicação desta carta esconde o essencial o teor da proposta angolana e o texto assinado entre os serviços secretos angolanos e os nossos “salvadores” da revolução e da Pátria, hoje amigos dos inimigos e adversários políticos de Cabinda. Daí o silêncio dos verdadeiros protagonistas, já comprometidos:

Dá ideia que é a Flec que pediu negociações e que dirigiu mais uma daquelas célebres cartas e convites do Antoine Mbemba Nzita dirigidos á Angola (N’ayez pas peur de negocier) uma Angola ocupante que teme a transparência e a justiça no processo de Cabinda porque precisamente deve e tem a consciência mais que pesada e as mãos cheias de sangue de Cabindas. Foi prestado um mau serviço a Flec e a Causa. Será porque a Flec se pôs a jeito como é costume ao declarar um cessar-fogo unilateral se o governo aceitasse dialogar, pois bem aí está o diálogo que esperemos não seja de surdos como sempre. Que seja competente, isento, abrangente, exigente, internacional transparente e conclusivo mas acima de tudo justo, moral, militar e politicamente sustentável? Quanto ao Presidente angolano José Eduardo dos Santos (que tem como testa-de-ferro o General Hélder Vieira Dias – Kopelipa) primeiro mentor e responsável pelo fracasso do memorando de entendimento e da paz de Bento Bembe, chumbou nesta avaliação e agora como repetente e reincidente nesse exame do processo de paz para Cabinda, corre sérios risco de ver uma vez mais a sua nova receita comprometida!

Concedo, contudo, que não seria mau de todo uma Confederação (esta forma de união pressupõe e reconhece dois estados independentes e com plena faculdade de renunciar a união, lembrem-se da Confederação Sene - Gambiana?) desde que não fosse permanente e que fosse credível e efectivo porque o povo de Cabinda, no que ao destino do estado de Cabinda diz respeito, deve sempre garantir uma margem ou um ou mais graus de liberdade, que lhe permitem exercer, sem entraves, o direito democrático que lhe assiste, de se pronunciar livre e soberanamente sobre o seu futuro político, garantido internacionalmente. É também uma regra válida para Angola.

Se a primeira palavra couber ao Presidente Nzita, a última deverá caber ao Povo de Cabinda. Isso sem prejuízo do papel da, curiosamente sempre “ausente”, comunidade de interesse que ocupa Cabinda, da qual, obviamente, angola e parte da comunidade internacional que ocupa, oprime, castiga democraticamente o nosso povo e agora com mais indiferença e insensibilidade política e humana. Essa mesma comunidade internacional que continua que persiste observar o Caso Cabinda com total indiferença, impunidade e ridículo face as detenção e julgamento ilegal e injusto do Padre Raúl Tati, o Advogado Francisco Luemba, o Belchior Tati, o Zeferino Puaty, o António Panzo, Peso Paca, em Cabinda e o António Vicente, os irmãos Boundjis no Congo e outros anónimos perseguidos, presos e fuzilados sumariamente nas longínquas e distantes matas de Cabinda? Haja fé, esperança, luta e sabedoria.

Ver para crer o resultado das negociatas. Pelo menos e primeiro lugar cumpram com a exigência de libertar e indemnizar os presos. É uma questão de superioridade moral, de credibilidade e de seriedade que a política não deve dispensar. Este é o desafio. Imprimir confiança e legitimar as iniciativas políticas. Tudo o resto é conversa. Se estiver enganado, ora bem! É humano. Venha daí a Confederação (que pressupõe dois estados distintos e que associam competências), Haja fé em Deus na terra dos homens e que Deus ouça e ilumine o Presidente Nzita e que o diabo seja surdo.

Stephane Barros.

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