NEGOCIAÇÕES


CABINDA: O CREPÚSCULO DOS DEUSES. O GOLPE DE GABINETE E NEGOCIAÇÕES SECRETAS. QUE CREDIBILIDADE E QUE RESULTADOS? AS NOVAS PERSPECTIVAS, HORIZONTES E FRONTEIRAS PARA A CAUSA DOS MAKONGOS, MALUGOIOS E MALUANGOS OU SEJA O ESTADO DE CABINDA.

As manobras e explicações tardias de Alexandre Tati, antoine e Estanislau Boma para legitimar a fraude (acordo/político) e o golpe de gabinete não convencem ninguém e que vai empurrar os seus autores na desgraça política.

Há cerca de un ano que identificámos as verdadeiras motivações e intenções deste plano: cumprir a agenda da ocupação colonial e colonialista de angola em troca de reformas de luxo e de uma autonomia colonial ou de fachada, com verniz médiatico de confederação, ocupada e sitiada. Eis a razão da dita reconciliação com a Antoine Nzita, o clone do mpla na flec/fac enclave. E a sociedade civil nisso tudo presa e humilhada por querer e não querer uma autonomia.

Quem é que disse que uma autonomia só poderia e deveria ser discutido por entre a potência colonial e Antoine Nzita, Alexandre Tati, Estanislau Boma, Carlos Moisés e Luis Veras? Quem lhes deu mandato para o fazer? Daí a necessidade e o recurso ao expediente do golpe e o congresso anormal anunciado á busca de uma legitimidade de facto para fiscutir negociações e decisões já tomadas? Palhaçada e trapalhadas com o selo do mpla?Será um congresso da flec/ enclave? ou da flec estado que não tem esse orgão nos seus corpos constitutivos. o mais certo é que será um congresso da flec do mpla.

A fraca entrevista de Estanislau Boma na voz da América na qual mente com todos os dentes e a língua de serpende e esconde a verdade de das negociações secretas e conspirativas havidas em voos secretos de luxo e arrasantes que arrasaram com a sua dignidade de dirigentes do povo de Cabinda

O conselho nacional do povo de Cabinda, vulgo Nkoto – Likanda é a reserva, a memória da resistência, a voz de Cabinda resistente, livre independente e soberana, a consciência do nacionalismo autêntico do povo de Cabinda, que luta e não desiste de um processo politico inteligente, esclarecido, democrático, internacional e sumário para Cabinda. E como órgão supremo da Frente de libertação do estado de Cabinda, rejeita liminarmente e condena o golpe militar do gabinete de Estanislau Boma que sustenta um outro golpe estatutário protagonizada pelo vice-presidente da Flec Alexandre Tati elevado a Presidente da Flec/estado, sob inspiração de António Bemba Nzita a quem se esforça por dar cobertura na sua debandada e déroute política, institucional e popular.

O nkoto –likanda não destituiu o seu presidente NZITA HENRIQUES TIAGO em troca de uma reforma de luxo e de todos os elogios do mundo, nem suspendeu o governo provisório de Cabinda de que é ainda o chefe incontestável. Essa medida avulsa e precipitada revela bem os objectivos destas negociações secretas DE Alexandre Tati e Boma,os testas –de-ferro de Antoine Mbemba Nzita. Todas estas manobras ilegais visam legitimar o golpe de gabinete que foi rejeitado pelo colectivo dos comandantes da resistência e pelo povo de Cabinda e pela direcção da flec. ( Nzita Tiago, Joel Batila e Stephane Barros Mangga).

Estes dirigentes consagrados e amigos do povo e da causa e da resistência de Cabinda, bem como a maioria esmagadora dos conselheiros de estado, não participarão de um congresso fantoche para cumprir a agendo do mpla e do seu governo de ocupação de Cabinda com os generais, clones e fantoches da flec do mpla, e do governo de Angola para quem já trabalham contra Cabinda, contra a Flec e os Cabindas, á semelhança de Bento Bembe e do seu memorando definitivamente enterado e humilhado pelo mpla e que não manda nem influencia nada em Cabinda.

Na questão de Cabinda é o povo de Cabinda e a Flec ( todas as sensibilidades incluídas no nkoto likanda) segundo o consenso) de Holanda que devem tocar a música para o mpla dançar e não o contrário. Porque na matéria de Cabinda o mpla e o governo de Angola só devem se preparar para se retirar do território ocupado com dignidade e não continuar o registo detrabalhos sujos e golpes baixos.

A primeira contradição político-jurídica.O congresso não é um orgão da Flec estado. É sim um órgão da Flec enclave do presidente Abdengo Mabiala e do seu secretário para as relações exteriores António Mbemba Nzita, o mentor dessa trapalhada toda.

E, o Nkoto – Likanda, o conselho nacional do povo de Cabinda é o único órgão competente da Flec estado para destituir o presidente , o secretário geral, o secretário nacional , o vice – presidente e o chefe do estado –maior das Forças Armadas da Unificadas e para promover uma discussão ex-ante de qualquer proposta vinda de Angola.

A proposta de discussão ex-post (á posteriori) de um acordo já negociado e firmado isolada e secretamente pelos golpistas e clones do mpla na flec num suposto congresso da flec estado, essa nova criação estatutária ( o congresso da Flec) dos golpistas de gabinete é uma monumental fraude que visa ganhar tempo e dar cobertura política ao golpe e aos seus protagonistas inspirados pelo mpla e o seu governo e que estão agora a correr atrás do prejuízo e dos danos causados na Causa e na Instituição da resistência de Cabinda e do descrédito desse processo já inquinado e contamidado pelo selo e pela marca dado regime de ocupação.

Qualquer discussão política interna, credível e séria só pode pode legalmente e institucionalmente decorrer no âmbito do Nkoto – Likanda, o órgão supremo da flec/ estado que curiosa e cautelosamente não foi suspenso pelo golpistas de gabinete.

O estado - maior não tem competência de suspender os órgãos políticos de que depende, muito menos de destituir do presidente.

A lógica da batata dos golpistas segundo o comunicadozeco do aprendiz e intromeido político, que se comportou como um militar casernista e arruaceiro, hoje general do mpla Estanislau Boma, Alexandre Tati e o Antoine é: Primeiro negociar e decidir a autonomia, os cargos e a pasta com massa e em seguida dar o golpe e ir tentar falar comos militares e convocar um congresso ilegal? Congresso de quem? Da flec ou do clones e novos membros do mpla ou flec do mpla ou ainda de ambos?

Suspenderam o governo provisório, daqui mais alguns dias vão suspender ou disoslver outra vez a flec e como é que vão entrar em Cabinda. No meu entender quem vai ficar suspenso como o Bento Bembe são os próprios golpistas.

A onu, espectador atento e passivo ou interveniente activo e comprometido com a justiça, o esclarecimento e a verdade? É tempo para as nações unidas intervirem activamente no caso de Cabinda, Palestina e Sahara Ocidental.

Angola desdobra-se em processos opacos e duvidosos para Cabinda porque sabe que o problema de Cabinda é sério e requer um processo com maturidade política e dignidade internacional. A história e as experiências das negociações dos governos do mpla de José Eduardo dos Santos com a Flec (Sáfica, Namíbia, Gabão, Brazzaville, Paris, Ponta negra e Chicamba, e o ctual processo de Alexandre Tati, Antoine, Estanislau Boma, Carlos Moisés, e Luís Veras… evidenciam sem margem de erro que a tendência para o fracasso e sem benefícios políticos, económicos e sociais para Cabinda. O que equivale dizer que os cépticos sempre tiveram razão.

E na base desta desconfiança está o facto de a coligação negativa internacional da ocupação e colonização de Cabinda insistir e persistir no erro em relação ao direito de o Povo de Cabinda de dispor do seu território e futuro. Este direito é inquestionável e inalienável. Angola em Cabinda só rouba, persegue, mata, atrofia destrói, mente com todos os dentes e diminui. Não esclarece nem cumpre os serviços mínimos Nunca promove nem soma.

A independência de Cabinda justifica-se. Na base deste comportamento está o crime e a consciência de ocupação, que não se resolve com processos diminutos com gente diminuída.

O curioso e não menos desolador é que o interlocutor pela parte do governo de Angola do mpla que corporiza esta nova trapalhada de Cabinda não ter dado ainda a cara enquanto que os politiqueiros e menores de Cabinda e ditos da flec fac (que já não são da Flec estado) estão a ser trucidados e queimados e bem na praça pública e sem capacidade e coragem de desmentir, reagir e provar o contrário ou seja que há seriedade negocial e envolvimento internacional. E´caso para dizer que se Bento Bembe não tinha pasta, Alexandre Tati, Boma e Antoine Nzita que lhe prometeram uma, já levam consigo várias e volumosas pastas, cheias de nada ou de vento. Não falo de dinheiros pois este é assunto de menores, incompetentes, talvez de macacos. É o costume….Falo de propostas políticas de fundo, credíveis e exequíveis, capazes de corrigir as distorções, os desequilíbrios e as injustiças da agressão, invasão, ocupação e colonização de Cabinda, por Angola.

Para Cabinda exige-se um processo político transparente e sumário e não esquemas, estagnados, dúbios, arrastados e opacos e de difícil resolução e co - existência no âmbito de uma autonomia integracionista ou “confederação”colonial.

Para Cabinda as nações unidas devem demarcar-se de factos coloniais e de violações dos direitos humanos, encorajar um acordo de independência para Cabinda. e / ou estruturar uma missão capaz de organizar um plebiscito naquele território ocupado e em estado de sítio permanente e não declarado.

O conselho nacional do povo de Cabinda represente, ao mais alto nível, a instituição flec e o movimento independentista de Cabinda que engloba todas as sensibilidades políticas. Este, órgão supremo da Flec, Insiste no valor da dignidade, da credibilidade e da consistência e coerência de princípios e valores políticos da resistência nacional de Cabinda. Se o nkoto- Likanda não subscreve estas negociações viciadas sobre o caso de Cabinda, o povo também não apoiará porque entre ambas as entidades a confiança é absoluta e a cumplicidade é total.

Pela pátria e pelo povo até a vitória final e todos unidos pela independência, contra a agressão e a ocupação angolana de Cabinda. Somos contra o processo político em curso de negociações perversas e de conclusões distorcidas e duvidosas e menores para Cabinda, este nouvel acordo cuja assinatura formal estaria iminente não passa de mais um tremendo engano que premeia a ocupação e que assenta na compra de vontades.

Marginalizados, a pátria, o povo, a resistência esclarecida, os heróis da resistencia, a dignidade dos mortos e dos prisioneiros políticos e de consciência, a igreja, a mpalabanda, a flec estado institucional, a flec – pm que deu o maior golpe militar e mediático que alguma vez a flec e a Causa de Cabinda já teve, o conselho nacional do povo de Cabinda, - o nkoto-likanda (que sempre insistiu e continuará a pugnar por um processo político com maturidade, dignidade, prestígio e credibilidade e enfatiza uma solução democrática e internacional para Cabinda, no âmbito das nações unidas como sucede em todos os casos similares de ocupação ou de auto – determinação como Timor leste, Palestina e Sahara ocidental, a flec enclave de António Nzita, de Alex Tati, de Estanislau Boma, comprada pelo mpla se precipitou de forma amadora e em low profile e avançou isolado e empurrado por forças ocultas externas, já identificadas, em negociações cativas, envergonhadas, não assumidas e silenciadas com o governo de angola, aliando-se perigosamente á lógica e aos métodos do memorando de entendimento e da paz (armada e sitiada em Cabinda), promove com facilitismo e chegou a um acordo o governo de angola e a agenda do mpla para Cabinda.

A velha guarda degradada e desertora de Nzita Tiago de kinshasa facilitou a custa de muita nota verde, e promessas que nada têm que ver com o bem – estar do povo de Cabinda, este novo processo de Cabinda ao mpla e ao governo colonial de Angola, e de mãos e braços atados e com as vozes embargadas senão caladas e ainda com a comunidade e a imprensa internacional amordaçadas, a conclusão desse acordo cuja assinatura e talvez a proclamação está iminente com a devida pompa e circunstância, o floklore cerimonial de sempre não faltará, dada a importância desse acto para o mpla, que pode marcar indelévelmente o rendez - vous da história da resistência da flec e do povo de Cabinda, marcada por muito sofrimento, dor, sangue, suor e lágrimas, traições, demissões, e muitas e graves e insanáveis incompreensões e mal-entendidos, mas também de muita coragem e dignidade política.

Entre viagens secretas e reuniões privadas em Kinshasa, Brazzaville, Luanda e Paris, sempre na boa companhia dos parentes do mpla, todos assustados com a pujança da(s) novas flec(s), designadamente a flec/pm, chegaram secretamente a um acordo, mais um daqueles acordos quedo, mudos, cegos e surdos que nada prometem e morrem antes de começar, sem efeitos práticos tangíveis, benéficos e credíveis para o povo de Cabinda.

Esta é também, ou deveria ser, suponho a mensagem do presidente da flec e do nkoto-likanda. Uma mensagem, afirmativa, patriótica, objectiva, clara, forte e consciente: A flec aceita conversar e negociar com angola sobre um projecto de independência ou de referendo democrático no âmbito da comunidade internacional (nações unidas) e com o apoio do povo de Cabinda. Lembramos, á propósito, que o sul de Sudão vai a votos ou a referendo em 2011. E porque não Cabinda. O Sahara (a Frente polisario) e a Palestina / Olp) a negociam sob a supervisão e envolvimento da comunidade internacional. O kosovo, mesmo contra a lei internacional, beneficiou do apoio da comunidade internacional. No caso de Cabinda evita-se seguir os mesmos trâmites, senão etapas similares. Cabinda e os Cabindas não devem transigir nesse ponto. É um ponto de honra.

Cabinda, por força do Tratado de Simulambuco, da vontade, do direito á liberdade, da razão do povo de Cabinda, sobretudo da dignidade política da resistência e dos heróis mortos e vivos da luta de libertação nacional contra Portugal e contra a ocupação colonial de angola, não está á venda, a flec e o movimento independentista de cabinda também não. Por razão de consciência, de lealdade patriótica e de coerência o Nkoto - Likanda, o conselho nacional do povo de Cabinda só avaliza negociações políticas com angola, se este país respeitar a vontade e o direito do povo de Cabinda á auto - determinação e independência mediante uma negociações, credíveis, internacionais, justas, inclusivas e conclusivas na perspectiva do povo de cabinda.

E, em homenagem de todos os detidos e presos políticos e de consciência de Cabinda consideramos quaisquer negociações neste momento e sem garantias internacionais como nulas e inconsequentes.

O povo de Cabinda pode e deve confiar, melhor confia plenamente no nkoto – likanda, a emanação da sua vontade política por excelência, braço político e alavanca patriótica do nacionalismo Cabindês invicto rumo á independência e á soberania nacional e internacional de Cabinda.

Espera-se que a França ao julgar o secretário geral da flec/ pm, suscite também junto do Tribunal Internacional de Haia, e do Tribunal Penal Internacional, e do estado angolano contra quem o Togo também apresentou queixa, por ser parte negativa e responsável e culpada pelo ataque de 08 de Janeiro e sobretudo pelo crime de ocupação de Cabinda, e pelo conflito e guerra em cabinda, causa de todos as violações dos direitos humanos e crimes de sangue que ocorrem em Cabinda desde 02 de Novembro de 1974. e agindo nessa conformidade a flec chama as Nações unidas à coacção para não continuar a pactuar e a legitimar factos, coloniais consumados e negociações políticas corruptas, conflitos e guerras ou coloniais em Cabinda.

Temos dito

Em nome do Tratado de Simulambuco, da Justiça e da Paz, da razão e do direitos humanos e dos povos e ainda do esclarecimento, da verdade e da vontade do povo de Cabinda.

CABINDA, A FLEC, O POVO E A RESISTENCIA DE CABINDA NÃO ESTÃO Á VENDA , NÃO SE VERGAM E NEM SE RENDEM. CABINDAS DESTEMIDOS E DE HEROICOS DESCENDENTES PELA PÁTRIA E PELO POVO ATÉ A VITÓRIA FINAL.

SENADOR
BARROS MANGGA.



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